sexta-feira, 4 de junho de 2010

Reconvexo

Ultimamente tenho escutado tanto essa música que decidi registrar aqui no blog. Sou muito parida por Bethânia! Acho o conjunto perfeito! Voz, interpretação, presença de palco...
Aiiii... Não vou negar que quando ouço os primeiros acordes de Reconvexo, a vontade é de sair dançando, cantando... Flutuando... Muito astral!


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Eu sou a chuva que lança a areia do Saara
Sobre os automóveis de Roma
Eu sou a sereia que dança, a destemida Iara
Água e folha da Amazônia
Eu sou a sombra da voz da matriarca da Roma Negra
Você não me pega, você nem chega a me ver
Meu som te cega, careta, quem é você?
Que não sentiu o suingue de Henri Salvador
Que não seguiu o Olodum balançando o Pelô
E que não riu com a risada de Andy Warhol
Que não, que não, e nem disse que não
Eu sou o preto norte-americano forte com um brinco de
ouro na orelha
Eu sou a flor da primeira música,
A mais velha mais nova espada e seu corte
Eu sou o cheiro dos livros desesperados, sou Gitá gogoya
Seu olho me olha, mas não me pode alcançar
Não tenho escolha, careta, vou descartar
Quem não rezou a novena de Dona Canô
Quem não seguiu o mendigo Joãozinho Beija-Flor
Quem não amou a elegância sutil de Bobô
Quem não é recôncavo e nem pode ser reconvexo.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Sisters, por Martha Medeiros

Confesso que sempre tive dificuldades reais em celebrar O tal do "Dia Internacional da Mulher", Nunca enxerguei bem o propósito dele, sempre via a data como pouco proveitosa.
Mas ao receber esse texto de uma amiga, mudei a percepção, afinal a absurda Martha Medeiros (De quem sou fã de carteirinha) consegue aliviar a carga quase chorosa que a data carrega.
Ela reescreve todo o seu simbolismo. E o resultado é uma belíssima análise do que realmente representamos umas para as outras.
Achei delicioso e verdadeiro!
Ah, e feliz Dia Internacional da Mulheres (No sentido do texto, é claro!) a todas vocês, meninas!



Sempre que chega o Dia Internacional da Mulher, procuro fugir do discurso de vitimização que a data invoca. Não que estejamos com a vida ganha, mas creio que as mulheres já mostraram a que vieram e as dificuldades pelas quais passamos não são privilégio nosso: Injustiça e violência são para todos. Temos, ainda, o grande desafio de conciliar as atividades domésticas com a realização profissional, e precisamos, naturalmente, da parceria do Estado e da parceria dos parceiros: Ser feliz é um trabalho de equipe. Mas não vou utilizar o 8 de Março para colocar mais água no chororô habitual. Prefiro aproveitar a data, esse ano, para fazer um brinde à nossa importância não para a sociedade e nem para a família, mas umas para as outras.

Assistindo em DVD ao delicado filme Caramelo, produção franco-libanesa do ano passado, tive a sensação boa de confirmar que o tempo passa, os filhos crescem, os corações se partem, mas as amigas ficam. Como todos os filmes que abordam a amizade e a solidão intrínseca de toda mulher, Caramelo nos consola valorizando o que temos de melhor: a nossa paixão, a nossa bravura ("sou mais macho que muito homem") e o bom humor permanente, mesmo diante de tristezas profundas.

Precisamos de mulheres a nossa volta. Amigas, filhas, avós, netas, irmãs, cunhadas, tias, primas. Somos mais chatas do que os homens, porém, entre uma chatice e outra, somos extremamente solidárias e companheiras de farras e roubadas. Esquecemos com facilidade as alfinetadas da vida e temos sempre uma boa dica para passar adiante, seja a de um filme imperdível, de uma loja barateira ou de uma receita para esquecer da dieta. Competitivas? Talvez, mas isso não corrompe em nada a nossa predisposição para o afeto, a nossa compreensão dos medos que são comuns a todas, a longevidade dos nossos pactos, o nosso abraço na hora da dor, a nossa delicadeza em momentos difíceis, a nossa humildade para reconhecer quando erramos e a nossa natureza de leoas, capazes de defender não só nossos filhotes, mas os filhotes de todo o bando.

Aprendemos a compartilhar nossas virtudes e pecados e temos uma capacidade infinita para o perdão. Somos meigas e enérgicas ao mesmo tempo, o que perturba e fascina os que nos rodeiam. Brigamos muito, é verdade: temos unhas compridas não por acaso. Em compensação, nascemos com o dom de detectar o sagrado das pequenas coisas, e é por isso que uma amizade iniciada na escola pode completar bodas de ouro e uma empatia inesperada pode estimular confidencias nunca feitas. Amamos os homens, mas casadas, mesmo, somos umas com as outras.

Que o seu dia seja todo dia!

segunda-feira, 1 de março de 2010

Desabafo!

Gentem, esse ano começou mesmo com gosto de gás! Acabei de chegar de mais uma viagem... Tudo bem que dessa vez foi a trabalho, mas viajar é sempre uma delícia! Faz bem pra minha alma, sabe?
Comentei até com mamãe, enquanto estávamos no aeroporto: "Sou tão viciada e maluca por essa sensação "de estar partindo para algo novo" que quando venho deixar ou buscar alguém no aeroporto, fico meio deprê, por não ser eu "a viajante", acredita?"
A loka, né? Eu sei... Ela também ficou passada com essa...
Bem, mas o fato é que me joguei em mais uma e, apesar de ter sido bastante estressante e puxado, acabei curtindo horrores. Conheci gente interessante, de bom papo... Gente despretensiosa, aberta... Gente que você não acredita que viveu tanto tempo sem conhecer... Ixe! Show de bola! Adorei tudo!

Agora, quando voltei, tive que segurar uma barra pesadíssima, junto com uma amiga. Explico: Ela estava completamente perdida, pois o carinha (Que eu também acreditava ser super bacana) com quem ela vinha se relacionando, tomou chá de sumiço! Isso mesmo, desapareceu, do nada... Just like that!
Fiquei meio chocada, pois acompanhei o relacionamento de perto e posso dizer, com toda autoridade que a nossa amizade de anos, me deu, que ele estava fazendo um bem enorme a ela! O contrário, já não posso afirmar com seguranca, mas o fato é que eles eram incríveis juntos!

Eu vivia falando para ela, que havia tirado a sorte grande, pois ele era um cara extremamente desencanado que a acompanhava nas farras (Sorry aos politicamente corretos, mas essa qualidade é de suma importância para a boêmia inveterada que vos fala, ok? hehehehe) sem implicar com a quantidade de bebida, com cigarro, com horário... Enfim, o cara era (É, né? Não morreu... Ou não... Vai saber... Sumiu...! Mas me reservo no direito de pedir licença à vocês para usar o pretérito perfeito (Que ironia!) sempre que me referir a ele, ok?) um sonho! E ao contrário do que podem estar pensando, não era um farrista irresponsável, tinha um bom emprego, era um batalhador, cumpridor de horários... Inclusive falávamos bastante sobre isso.

O entrosamento deles era perfeito! Tanto que as turmas se misturaram: Cheguei até a conhecer muitos amigos dele e ele, a maioria dos dela. Família entrou na jogada e tudo mais. Lembro quando ela me falou empolgadíssima: "Minha amiga, não acreditava nessas histórias de homem certo, de tampa da panela, mas como você me disse um dia: Esse levantou minha poeira, viu?" Fiquei muito feliz por ela, pois sabia que não era de se iludir fácil, do tipo bobinha... Mas mulher, por mais espertinha que seja, quando se envolve é uma m... E sabendo disso, ela me intimou a conhecê-lo.
Queria minha opinião, e, confesso, tive medo. E se eu não gostasse dele? Já havia bolado coisas do tipo: "O importante é que você está feliz" ou "Quem tem que gostar dele é você"... Velhos e bons eufemismos para aplacar uma possível rejeição de minha parte.
Mas a verdade é que o "galã de quinta" cegou até aos meus olhos de raio x...! Eu simplesmente AMEI o bofe! Divertido (Sem ser palhaço), agradável, inteligente, bom papo, educado, sem ser pedante e tratava essa minha amiga com extrema atenção e delicadeza... Depois de algumas farras juntos, tínhamos virado amigos de infância. E olhem que meu controle de qualidade é punk!!!

Depois do meu aval, alguns meses se passaram e o bem que ele estava fazendo a ela era notório. Saltava aos olhos, literalmente: A pele estava incrível! (Isso não é lenda, meninas!) Ela ria fácil, deu até uma emagrecida (Seguramos as pontas juntas, não foi, flor?) devo acrescentar que nem precisava, mas mulher sempre tem uns quilinhos sobrando.
O fato é que ela estava um arraso de ser humano! Sorrindo de verdade, acreditando nas providências, vendo mais graça nas coisas... E eu, em nenhum momento, mesmo com todo meu ceticismo, imaginei que a história fosse ter esse desfecho...
Era muito massa vê-la acreditando que realmente merecia um cara bacana!
Por isso, quando ela me ligou, contando, fiquei passada! "O cara simplesmente sumiu do mapa...!" "Pera, como assim?" Perguntei. Não fazia o menor sentido, eles haviam até combinado uma viagem juntos... Só que mesmo assim, há alguns dias ele não a procurava.
Agora, como ela tinha essa "desculpa"; A de acertar detalhes como: Hotel, passagens... Ligou!
E ele? Bem, atendeu friamente, dizendo que depois retornava e... Até hoje...
"Que covardia", pensei.
"Como meu radar tão eficiente e quase que de tecnologia Alemã, deixou passar esse aí?"

A incerteza a estava atormentando, mexendo em seu relógio biológico, em seu rendimento no trabalho... Enfim, ela estava perdida! E o detalhe: Não conseguia olhar o perfil dele naquele famoso site de relacionamentos, pois tinha pavor do que poderia encontrar por lá.

Por isso, demos esse passo juntas. Acho que se fosse para fazer sozinha, iria precisar de mais tempo, o que eu, nesse caso, não via como uma coisa boa, afinal, ela estava perdidaça...
Procurei tartar a situação com o máximo de naturalidade possível, mas tenho que admitir: Estava uma pilha de ansiedade, também!
Foi quando vimos um recadinho em especial. (Não vou esquecer mais disso) Ela emudeceu... Ficou sem ação... Mas, imediatamente olhou para mim, com a boca trêmula, quase sem cor e disse: "Pronto, era disso que eu precisava, a incerteza estava me corroendo..." E acrescentou muitos palavrões e xingamentos, que convenhamos, são ultra necessários para aliviar aquela pressão no peito.



Fiquei chocada, mas não queria deixar que percebesse o quanto aquilo havia me abalado, também. Não consigo entender como as pessoas conseguem evaporar, deixar sentimentos alheios para trás, sem carregar o mínimo que seja de culpa? Que medo é esse do confronto? Me falta capacidade para captar como conseguem "deixar quieta" uma situacão que depende também delas para serem definidas.

Acredito que deva ter a ver com o mito criado em torno do: "Terminar por telefone (E-mail, SMS...)" mas eu, sinceramente, discordo que seja falta de consideração. Se namoramos por telefone, e-mail e afins, podemos "desnamorar", também através desses artifícios tecnológicos. Não considero ideal, mas o silêncio é beeeeeemmmmm mais cruel e cortante. Uma satisfação, por pior que seja, liberta o outro. (Os saudáveis, é claro!)
Sempre acreditei que quem se faz esperar, maldozamente, brinca de Deus, diabolicamente! Isso é fato!
Sei que foi para o bem dela, mas o descaso, perturba, atormenta e por vezes, adoece...
Por isso, eu, repudio a covardia! Tenho certeza de que não estou sendo injusta em minha análise, afinal um ser que é capaz de uma atitude como essa, não merece outro tipo de adjetivo.
E não tem essa de ser um pouco covarde. É uma classificação que não cabe o "em cima do muro", ou o cara é destemido e enfrenta seus medos e crises de peito aberto ou ele é um covardão que entrega suas decisões e angustias à ação do tempo para que ele se encarregue de ajustes e posturas que deveriam ter sido tomadas por eles lá atrás... FEIO DEMAIS!!!



Bem, logo depois da descoberta, levantamos da frente do PC, fomos para a varanda, abrimos uma "cerva" e ela, durante o nosso brinde, falou: "Nunca mais vou me envolver nesse tanto com um homem!" E eu, cumprindo magistralmente, meu papel de amiga, disse: "Não, você vai se envolver, sim!... Vai viver todas as oportunidades que a vida te apresentar, desde que sejam interessantes para você. Não tenha medo de sofrer, de se jogar... Viver é se arriscar! Parece frase de final de temporada de série americana, mas é verdade!" A pior das decepções é o melhor motivo para se tentar de novo!
Ela acenou com a cabeça e bebemos a isso: À incerteza que nos faz sentir vivas!
SOMOS MARAVILHOSAS, MINHA AMIGA! QUEM NOS PERDEU QUE CHORE...!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Pode vir quente, 2010...!


Interessante, mas esse fim de ano, meio que sem querer, promovi uma auto-análise absurdamente profunda... Uma "faxina" interna...
Não lembro da última vez em que mergulhei tanto assim em mim... Nem nos tempos em que fazia terapia (Tempos inesquecíveis, diga-se de passagem!)
Hoje acredito ser capaz de me enxergar melhor. E isso se deve, também, a esse norte que me foi concedido através dos encontros com meu terapeuta.

Detectei que, em alguns momentos cruciais da minha vida, me deixei dominar pelo pessimismo. Não era do tipo de pessoa que estava sempre a reclamar de tudo e de todos, por isso, sei que não era uma pessimista inveterada e sim uma pessoa com atitudes pessimistas, frente à algumas situações. E isso era resultado de algumas frustrações que sofri e que na época não fui capaz de digerir.

Tem coisa pior do que se sentir frustrada? Ixe! Em minha opinião é dos piores sentimentos. Desde as mais singelas, como querer muito uma roupa, ir à loja e não ter a cor ou o tamanho que você quer, até aquelas monumentais: Um plano profissional que não dá certo, por exemplo.

Não nasci assim, até porque ninguém nasce negativista, mas criei essa "couraça" para evitar frustrações reincidentes. O que eu não entedia antes, era que pensando que algo poderia não dar certo, eu estava atraindo um resultado negativo.


Por isso, em algumas situações, achava melhor me preparar para o pior!
E aí era onde residia meu erro, pensava: "Isso está bom demais para ser verdade, não acredito que esteja tudo indo tão bem, vai dar m..." E coisas do gênero.
O que eu não percebia era que pensamentos assim, atraem o pior!

Aprendi, de uma vez por todas, que fiz por merecer tudo que vem de bom para minha vida! Que pensamentos se transformam, sim, em coisas! Afinal, determinados acontecimentos ultra inesperados que ocorreram em minha vida ultimamente, atraí, muito despretensiosamente, com a força do pensamento. Imaginando, criando cenas em minha mente ao mesmo tempo em que pensava: " Era tudo que eu queria... Adoraria se isso fosse a minha realidade..."
Só que hoje, altero os verbos: "É o que eu QUERO e MEREÇO, essa É A MINHA REALIDADE!!!"

Por isso, nada melhor do que começar 2010 nessa vibração! Sinto-me preparadíssima para tudo de maravilhoso que esse novo ano me reserva! E tenho certeza de que esse ficará para a história! 2009 foi a prévia, "carnaval" mesmo, é agora!!!

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Boas Festas, Meus Amores!!!


Crianças lindas do meu coração!

Quero, de verdade, desejar à todos vocês um Natal incrível!
Estou certa de que estamos terminando esse ano, maiores, mais experientes ...
Sei que vivenciamos o que nos foi "sugerido" independentemente da sua dimensão, pois nada é tão pequeno que não nos faça crescer um pouco!

Portanto, aproveitem as Festas!
Para os que bebem: Embriaguem-se, sem pudores! Para os que rezam/oram: Entreguem-se, sem reservas! Para os que dormem: Excelentes sonhos! Para os dançam: Arrasem! (...)
O bom da vida é fazer DE VERDADE! Por inteiro! O "mais ou menos" atravanca, empaca, nos diminui!

Amo muito todos vocês!
E prometo que, de minha parte, esse será mais um ano de entrega e amizade verdadeiras!
Ah, e como digo sempre: Nada de juízo, ouviram?
VIVAM!!!

Beijos!

domingo, 20 de dezembro de 2009

Tesoura do Desejo (Alceu Valença)

Definitivamente, algo mudou em mim... Não sei ao certo qual foi a raiz dessa mudança, e, honestamente, isso importa pouco, pois sinto que foi para melhor, beeeem melhor...
Portanto, nada de se auto analisar, sua maluca! (Desculpem, isso é comigo!)
Os reflexos disso, saberei logo mais na sequência. O mais imediato deles, foi aquele clássico desejo de mudar, também aparentemente... De externar que as coisas, os conteúdos internos foram, de alguma forma, alterados... Entrou em cena a "Tesoura do Desejo" e mandei ver nas madeixas!
E para brindar mais esse momento: Canta aí, meu velho e visceral, Alceu!


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Você atravessando aquela rua vestida de negro

E eu te esperando em frente a um certo Bar Leblon

Você se aproximando e eu morrendo de medo

Ali, bem mesmo em frente a um certo Bar Leblon

Quando eu atravessava aquela rua morria de medo

De ver o teu sorriso e começar um velho sonho bom

E o sonho, fatalmente, viraria pesadelo

Ali, bem mesmo em frente a um certo Bar Leblon

Vamos entrar

Não tenho tempo

O que é que houve?

O que é que há?

O que é que houve meu amor,

Você cortou os seus cabelos

Foi a tesoura do desejo

Desejo mesmo de mudar

domingo, 13 de dezembro de 2009

Telegrama (Zeca Baleiro)

Ai, adoro essa música! Super simples, nada de muito profundo ou elaborado, a princípio... Mas acho que para o que se propõe, é muitíssimo eficiente, afinal quem consegue traduzir em palavras um sentimento que parece maior até do que nós mesmos?
Muito linda...! Uma delícia!


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